A Proposta Pedagógica do Memorial Virtual: Conectando História, Patrimônio e Educação
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O que queremos ensinar?
No ensino de História, é essencial refletir sobre as habilidades, os conceitos e os conhecimentos que desejamos que os alunos desenvolvam. Como essa prática se conecta ao currículo? Mais do que transmitir informações, queremos oferecer experiências significativas que promovam uma compreensão profunda e engajada do papel da História no presente.
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Transformando aprendizado em experiências tangíveis
Muitos alunos se sentem mais conectados ao aprendizado quando podem visualizar e concretizar os resultados de seus esforços. Por isso, o Memorial Virtual propõe a criação de produtos tangíveis, como:
Sessões interativas com dispositivos digitais;
Produção de vídeos;
Pequenas exposições que documentam o processo de pesquisa e reflexão.
Essas ações não só registram o aprendizado, mas também tornam o conhecimento acessível e relevante para a comunidade escolar.
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História: um ato social no presente
Como defendem Pereira e Seffner (2008) no artigo “O que pode o ensino de história? Sobre o uso de fontes na sala de aula”, o ensino de História não é apenas um olhar para o passado. É uma ação social que acontece no presente. Estudar História na escola:
Ajuda a compreender a sociedade e a si mesmo;
Oferece ferramentas para interpretar a realidade;
Inspira a criação de inovações e novas formas de intervenção social.
O Memorial Virtual foi concebido para atender a esse objetivo: ser um instrumento educativo que conecta o passado à construção de novas práticas e realidades.
Referências
Cabral, Anne Emilie Souza de Almeida. O PALÁCIO ESCOLAR: o majestoso Grupo Escolar Manoel Luiz. In. OLIVEIRA, João Paulo Gama; OLIVEIRA, Roselusia Teresa de Morais; COSTA, Rosemeire Marcedo (orgs.). Educação primária: instituições e práticas educativas em Sergipe no início do século XX [recurso eletrônico] .São Cristóvão, SE: Editora UFS 2024. p.75-78
ESCOLANO BENITO, Augustin. A escola como cultura: experiência, memória e arqueologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2017.
LAPA, Dayse Araujo. Linhas entrelaçadas: história da educação e arquitetura dos grupos escolares na cidade de Aracaju (1914-1925). Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Tiradentes, Aracaju, 2019. Disponível em: https://mestrados.unit.br/pped/wp-content/uploads/sites/2/2019/06/LAPA_Dayse-LINHAS-ENTRELA%C3%87ADAS-1914-1925.pdf. Acesso em: 10 jul. 2024.
LEE, Peter. Em direção a um conceito de literacia histórica. Educar, Curitiba, Editora UFPR, n. Especial, p. 131-150, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/DPFPv67KqKrWcc8nXWLBftM/?format=pdf. Acesso em: 10 jul. 2024.
NUNES, Maria Thétis. História da educação em Sergipe. Rio de Janeiro: Paz e Terra; Aracaju: Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Sergipe: Universidade Federal de Sergipe, 1984.
PEREIRA, N. M.; SEFFNER, F. O que pode o ensino de História? Sobre o uso de fontes na sala de aula. Anos 90, [S. l.], v. 15, n. 28, p. 113–128, 2009. DOI: 10.22456/1983-201X.7961. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/anos90/article/view/7961. Acesso em: 6 jan. 2025.
SANTOS, Nivalda Menezes. O Celibato Pedagógico Feminino em Sergipe nas Três Primeiras Décadas do Século XX: uma análise a partir da trajetória de Leonor Telles de Menezes. 2006. 135 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2006. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/4845/1/NIVALDA_MENEZES_SANTOS.pdf. Acesso em: 10 jul. 2024.